31 de outubro de 2007

Religião ou Limitador de Consciências?

Esta semana fui confrontado com uma situação numa aula em que um aluno entregou-me umas fotocópias com excertos da bíblia e outros textos religiosos, pedindo-me que os lesse. Sem perceber o que pretendia questionei-o no sentido de esclarecer o objectivo de tal acto, ao qual ele respondeu que não queria participar na «Audição de Natal», que se vai realizar no final do 1º período, por esta ser considerada, pela sua religião (Testemunha de Jeová), uma festa pagã e que a justificação estava na própria bíblia. Não querendo entrar numa discussão teológica, tentei-lhe explicar que a audição de final de período não se trata de qualquer celebração de índole religiosa mas sim uma apresentação do trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do período lectivo.
Outros alunos só podem participar se a audição não coincidir com um sábado (Adventistas do Sétimo Dia).

Estes episódios levaram-me a pensar um pouco sobre esta questão e a forma como desde muito cedo as crianças são “formatadas” pela religião e a influência que isso trás no seu dia-a-dia.


As religiões tiveram sem dúvida o seu importante e influente papel ao longo da história, principalmente na “organização” da transmissão de conhecimentos e “uniformização” de valores morais, éticos, etc. Por outro lado foram também (umas mais que outras) castradoras, inquisidoras e coniventes com os poderes instalados. A lista de religiões e seitas é vasta e variada, havendo para todos os “gostos” e "necessidades".

A urgência da criação de Deuses ou Entidades Divinas, na minha humilde opinião, surge numa fase inicial para explicar aquilo para o qual não arranjamos explicação, mas também e principalmente para controlar e “punir” as “condutas erróneas” dos Homens.
A indispensabilidade de uma figura acima de tudo e todos, que nos observa, conduz, e mais, que inclusive lê os nossos pensamentos (nós por cá temos o Sócrates) leva os homens em nome da fé e da fidelidade ao Deus ou Deuses, aos comportamentos mais crueis, irascíveis e aberrantes, mas também ao altruísmo, complacência e generosidade. Este paradoxo conduz muitas vezes à incompreensão e decepção de quem acredita no seu Deus, levando à procura de outra identificação seja ela religiosa ou não.

A formatação das consciências, a dependência de rituais, as advertências de castigos e punições, a ameaça do inferno, a promessa da eternidade, as virgens, etc. parece-me não fazer qualquer sentido nos dias de hoje, e apenas contribuir para limitar a inteligência, a consciência, a crítica, a criação e a liberdade.
Os valores humanos não são propriedade de nenhuma religião, são nossos, de todos (ou pelo menos deveriam ser).


Este será sempre um assunto polémico e controverso.
Escusado será dizer que respeito todas as religiões e convicções individuais, o que não respeito e não aceito são algumas das posições tomadas por alguns dos representantes dessas religiões.

Custa saber que estas posições vão ser aceites por muitos dos seus seguidores sem qualquer contestação ou dúvida.


Muito mais haveria para dizer... fica para próxima oportunidade.







27 de outubro de 2007

E Se Pensássemos?

As pelejas dos estadistas

A frivolidade de um altear de mão, numa qualquer assembleia, parlamento ou senado, capaz de sentenciar milhares de homens, mulheres e crianças à morte. E após hediondo feito vão todos almoçar, disputar as últimas novidades da indústria automóvel, dar umas boas gargalhadas enquanto bebem um digestivo e fumam um charuto.

Faz-me lembrar um poema de um amigo que dizia o seguinte:

E se houvesse uma guerra e ninguém fosse?
Ou se d’armas na mão ninguém disparasse?
E se pensássemos! Por instantes que fosse!
E na treta dos líderes ninguém embarcasse?

E se mesmo intimados os homens recusassem?
Ou se ameaçados corajosamente desdenhassem?
Nos campos de batalha com bravura desertassem?
E mandássemos os políticos. Que lutassem
!



“Se Pensássemos” – João Matos


E se pensássemos? ...

24 de outubro de 2007

DIREITOS ABANDONADOS



DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS





Artigo 1°

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.





Artigo 2°

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.




Artigo 3°

Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal




Artigo 4°


Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.











Foto 1 - Gana, abastecido com água de uma única cisterna

Foto 2 -Finbarr O'reilly, Canada Reuters-Tahoua, Niger, 2005

Foto3 - Yonathan Weitzman, Israel, Reuters


23 de outubro de 2007

22 de outubro de 2007

FOTOFEMINI: Paz Vega




Sensualidad

21 de outubro de 2007

18 de outubro de 2007

17 de outubro de 2007

Escultura Luminosa


JAMES TURRELL

Alta (White) -1967

13 de outubro de 2007

FOTOFEMINI: Camil Tulcan

"Paris Paradis"

9 de outubro de 2007

Foi à 40 anos


Homenagem a Che Guevara

Rosário, Argentina, 14 de Junho de 1928 — La Higuera, Bolívia, 9 de Outubro de 1967

Música
Buena Vista Social Club - Hasta Siempre

Nathalie Cardone - Hasta siempre

Buena Vista Social Club - Chan Chan

8 de outubro de 2007

FOTOFEMINI





kate Moss






ANTI-AMNÉSICO

BALANÇO DA VERDADE



I Liga
Classificação: Jornada 7


1-FC Porto-------------21
2-Sporting CP----------14
3-Maritimo------------14
4-SL Benfica-----------13
5-V.Guimarães--------12
6-V.Setubal------------11
7-SC Braga-------------7 *
8-Belenenses-----------7 *
9-Leixões--------------6
10-Nacional------------6 *
11-E. Amadora---------6 *
12-Académica----------6
13-Naval---------------5
14-Boavista------------4 *
15-U. Leiria------------3
16-P.Ferreira----------2 *
* menos um jogo

É certo que o SLB não tem conseguido bons resultados, o que pode ser explicado pela mudança de equipa no início de época (entrada e saída de jogadores), pelas inúmeras lesões de titulares, pela carência de finalização dos avançados na hora da verdade, mudança de treinador (ainda bem) e mesmo por exibições menos conseguidas.
Contudo a verdade verdadeira é que se o SLB não tivesse sido roubado estaria agora apenas a 2 pontos do 1º classificado.
Os adeptos do futebol (e não só… é geral) acusam uma tendência (anti)natural para esquecer o que se passou no início da época (em vez de época pode ler-se carreira, governação, vida, …no início da “coisa”.)
Ou seja,
o (escandaloso, escabroso, mais que evidente, só não viram os cegos, e mesmo esses…!) penalti de Ezequias sobre o Nuno Assis na 1ª jornada, no jogo com o Leixões (menos 2 pontos);
Logo na jornada a seguir outro penalti, desta vez sobre o F. Coentrão, contra o Guimarães (menos 2 pontos);
Depois vieram duas vitórias “chapa 3”, Nacional e Naval;
A seguir o empate com o Braga;
Logo depois outra gamadela monumental, o jogo com o Sporting, alguns lagartos ainda têm a lata de sonhar e afirmar que eles é que foram gamados, quando o único lance que efectivamente era merecedor (bota merecedor nisso) de marcação de grande penalidade foi a falta sobre o Adu em plena área leonina, com o árbitro em cima do lance (cego? deficiente? burro? corrupto?) (menos 2 pontos);
E finalmente hoje uma merecida vitória bem suada frente ao U.Leiria.
E assim já lá vão 6 pontos (que normalmente muita falta fazem no final da época).

A (verdadeira) tabela, naquilo a que a nós nos toca, seria a seguinte:

I LigaClassificação: Jornada 7



1-FC Porto--------------21
2-SL Benfica------------19
3-Maritimo--------------14
4-Sporting CP-----------13
5-V.Guimarães----------11
6-V.Setubal--------------11
7-SC Braga---------------7 *
8-Belenenses-------------7 *
9-Nacional---------------6 *
10-E. Amadora-----------6 *
11-Académica------------6
12-Leixões---------------5
13-Naval-----------------5
14-Boavista--------------4 *
15-U. Leiria--------------3
16-P.Ferreira-------------2 *
* menos um jogo

Um Grande abraço

6 de outubro de 2007

MuSiCa oFtÁlMiCa


ARTE

3 de outubro de 2007

CONCERTO


ORQUESTRA FILARMONIA DAS BEIRAS COM BERNARDO SASSETI E MÁRIO LAGINHA
TEATRO AVEIRENSE
SÁBADO - 6 DE OUTUBRO DE 2007
22 HORAS

1 de outubro de 2007

Toot's


Nas minhas viagens de regresso a casa depois do trabalho, normalmente ouço o «Jazz com Brancas» do José Duarte na Ant2, mas desta vez, após um zapping radiofónico, deparei-me com uma entrevista na TSF a Toot's Thielemans, no programa «Pessoal e ... Transmissível» de Carlos Vaz Marques.


Jean Toot's Thielemans tendo começado a sua carreira como guitarrista, foi responsável por introduzir a harmónica no Jazz. Em 1952 mudou-se para os EUA , onde foi membro do "Charlie Parker's All Stars". Tocou e gravou com nomes como Ella Fitzgerald, The George Shearing Quintet, Quincy Jones, Bill Evans, Paul Simon, Billy Joel, Astrud Gilberto, Elis Regina, Sivuca entre tantos outros.

Entre muitas encantadoras histórias, Toot’s contou que, um dia em Filadélfia, quando fazia parte da orquestra «Charlie Parker's All Stars», era habitual os músicos reunirem 10 minutos antes do concerto no camarim de Bird (C. Parker).


Entre os All Stars encontrava-se Miles Davis, que num desses concertos se virou para Toots e disse-lhe:
- Toot’s, touch my skin.
Sem perceber o que Miles pretendia, fez o que ele lhe pedia.
- It’s soft, isn’t it? Continuou Miles
- Yes Miles It’s very soft. Respondeu Toot’s
Miles rindo-se, virou-se para os outros músicos e disse:
- He’s really Caucasian isn't it (Toot’s era o único músico branco de toda a orquestra)
Toot’s respondeu:
- No Miles, I’m from Belgium, i'm not caucasian, I’m not Russian…
Gargalhada geral de todos os presentes, menos de Parker que se virou para Miles e disse:
- Leave my boy alone!

Toot’s conta que naquela altura era protegido de Parker, amigo não, seria uma ousadia dizer-se amigo de tamanho génio.

Ao ser questionado pelo CVM acerca das suas improvisações, capaz de dar um toque de alegria a melodias tristes e melancólicas, Toot’s disse uma das mais belas frases que ultimamente ouvi – “entre um sorriso e uma lágrima é a casa de Toot's”.
(Para ouvires a entrevista integral clica aqui)


Quem quiser ver e ouvir Toot’s Thielemans pode viajar até ao Brasil onde ele vai actuar com os seguintes músicos:

Karel Boehlee: piano

Bart De Nolf: contrabaixo

Bruno Castellucci: bateria

special guest: Oscar Castro-Neves: guitarra

Amanhã em S. Paulo no Teatro Cultura Artística às 21 horas e 4ª Feira (3 de Out) no Rio de Janeiro no famoso Canecão (Botafogo) pelas 21 horas.







Toca a fazer as malas!

FOTOFEMINI: Igor Amelkovich

Naked on a lap